Avisos:

Já tentou ser feliz hoje? O que está esperando? Não espere a felicidade bater na sua porta, saia a procura dela.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Em um piscar de olhos - Capítulo XIX



ATENÇÃO! VERSÃO PRÉVIA!
(Alterações podem ocorrer apenas na parte gramatical)

Não dava pra acreditar, eu não podia acreditar, era algo que eu não assimilava, não tinha como eu ter ficado em coma todo esse tempo, é exatamente o período que fiquei preso no tempo, então tudo aquilo que passei foi um sonho? Me perguntava varias e varias vezes sem querer acreditar.
- Mãe... Diz que não é verdade... Mãe... Cadê a Clara?
- Calma. Injetem o sedativo. Ele esta muito nervoso. O choque foi forte. Disse o médico me segurando.
- Mãe! Me fala!
- Querido... Eu...
- Mãe! Por favor... Mãe... Mãe...
Minha cabeça foi ficando pesada, minhas vistas escureceram, comecei a perder a consciência, eu não conseguia respirar direito.
- Ele esta desmaiando! Rápido! Tragam o soro!
- O quê?! O que esta acontecendo com ele?! Gritava minha mãe.
- Calma senhora. Isso sempre acontece com pacientes no estado dele.
- Clara... Clara... Foram minhas últimas palavras antes de desmaiar.
Após perder a consciência eu via o rosto da Clara em minha mente, eu tentava alcança-la mas eu não me movia, como se algo me prendesse, estirei minha mão para alcançada, e de repente surgiu entre meus dedos uma rosa branca, fiquei sem entender, cada vez mais Clara se distanciava de mim e eu tentava alcança-la mas simplesmente não conseguia, de repente, eu acordei.
- Clara! Gritei acordando afoito.
- Lucas. Você acordou meu filho. Graças a Deus! Disse minha mãe me abraçando.
- Mãe... Então... É verdade...
- Filho! Achei que você dormiria pra sempre de novo. Eu não suportaria. Enfermeira! Enfermeira! Ele acordou!
- Mãe... Cadê ela?
- Quem meu amor?
- A Clara mãe! Cadê ela?
- Clara... Clara... Espere... A garota que caiu com você?
- Sim! Ela!
- Lucas. Que bom que acordou. Eu não disse senhora Rocha. Foi só um desmaio. Nada com que se preocupar. Disse o médico entrando no quarto.
- Fala mãe! Onde ela esta?
- Bem... Ela esta melhor que você.
- O que?! Então ela esta bem?
- Sim. Acho que sim... Mas... Você conhecia aquela moça?
- Onde ela está?! Eu quero vê-la.
- De quem ele esta falando? Perguntou o médico.
- Acho que é da garota que ele salvou. Aquela das rosas. Respondeu a enfermeira ajeitando meu travesseiro.
- Das... Rosas? Fiquei confuso.
- Sim. Todos os dias ela manda uma rosa pra você. Aqui uma delas. Respondeu ela mostrando um jarro com uma rosa branca dentro.
- É verdade. Por conta disso, seu quarto sempre cheira a rosas. Disse o medico sorrindo.
- O que... Mas... Isso...
- No que você estava pensando Lucas?! Por que fez aquela loucura? Poderia ter morrido! Você passou cinco anos nessa cama por causa disso! Por que?! Perguntava minha mãe em prantos.
- Mãe... Eu... Eu preciso vê-la. Eu quero vê-la! Exclamei tentando me levantar da cama.
- Calma, calma garoto. Você ainda não vai conseguir se levantar dessa cama. Você acabou de acordar de um coma. Seu corpo esta fraco.
- Então... A Clara vive? Ela... Esta viva?
- Sim.
- Onde ela esta? Onde?
- Na casa dela. Era mora em outra cidade agora.
- O que?
- Por que você não descansa? Depois falamos disso.
- Não mãe! Eu quero saber de tudo agora!
- Lucas...
- Agora!
- Vamos deixar vocês sozinhos. Qualquer coisa é só chamar. Vamos Jennifer. Disse o médico saindo junto com a enfermeira.
- Tchau Lucas.
- Mãe... Me fala! O que aconteceu?
- Bem... Você não se lembra de nada?
- Não... Eu me lembro... De muitas coisas... Muitas coisas... Mas disso... Não.
- Você estava voltando pra casa, disseram que essa garota, a Clara, estava prestes a saltar da ponte, queria se matar, você tentou conversar com ela, mas ela não quis te ouvir, assim que ela foi pular, você avançou em cima dela e a abraçou, os dois caíram, só que ela caiu sobre você, assim amortecendo a queda, vocês dois caíram em cima do capô de um caminhão que passava na hora, se não fosse isso, os dois teriam morrido, ela teve ferimentos leves, mas você bateu a cabeça no vidro e teve traumatismo craniano, ficando na UTI por três meses, depois disso entrou em coma e ficou nesta cama pelos próximos cinco anos, todos os dias após sair do hospital, essa garota vinha te visitar, trazia rosas e deixava do lado da sua cama, não sei qual sua relação com ela, mas depois de um tempo só as rosas chegavam, ela não vinha mais, não sei o que houve. Me diga, você a conhece?
Fiquei paralisado, meus olhos cheios de lágrimas minha expressão de surpreso demonstravam o quão impressionado eu estava, minha garganta deu um nó, senti uma dor vindo de dentro, era meu coração gritando desesperadamente, não podia ser verdade, estava feliz por a Clara estar bem, porém aquela historia que minha mãe me contara, não podia ser verdade, então tudo que passei, tudo que vi e vive, todos aqueles momentos com ela, todos aqueles dias, meses e anos foram uma mentira? Não podia ser verdade, era demais pra mim, eu chorava, soluçava e gritava, eu não conseguia aceitar, não queria aceitar.
- Lucas... Meu amor... Calma.
- Mãe... Por que?! Eu quero vê-la! Eu quero vê-la.
- Eu tentarei ligar pra ela. Mas você precisa se recuperar primeiro. Você ainda esta fraco. Não fará nada enquanto não se recuperar.
- Não! Ligue pra ela agora! Eu quero vê-la! Quero falar com ela!
- Calma... Calma...
Chorei o resto do dia, durante a noite continuei a chorar, nos dias seguintes era a coisa que eu mais fazia, chorar, parecia que toda dor que eu tinha no peito vazava dentre meus olhos, após três dias, retiraram todos os cabos que estavam no meu corpo, parei de usar a nebulização, conseguia mover as pernas direito, todos os dias eu chorava pedindo para ver a Clara, mas minha mãe queria que eu me recuperasse primeiro, na primeira semana pude levantar da cama, dei alguns passos, os médicos estavam surpresos com a minha recuperação rápida, mas o que eu queria mesmo era sair dali e ver a Clara.
Duas semanas depois, eu finalmente recebi alta, já conseguia andar, mas eu sai do hospital de cadeira de rodas, não queriam arriscar uma queda repentina, depois de cinco anos preso naquele lugar, finalmente eu via rostos novos, mas eu estava confuso, não queria conversar, tudo pra mim era estranho, eu não acreditava que aquilo era verdade, eu não sabia mais o que era real e o que era sonho, mas quando via os dias passarem, tive mais certeza que de fato era verdade, eu não estava mais no dia 12, não era mais dia dos namorados todo dia, o tempo passava, e quanto mais ele passava, mas eu tinha vontade de encontrar a Clara.
Três semanas depois, eu já caminhava, recebi a visita de rostos conhecidos, pessoas as quais eu não via a muito tempo, estavam diferentes, mais velhos, na verdade, todo mundo estava diferente, até mesmo eu.
- Olá Lucas! É bom te ver assim meu rapaz! Disse o senhor Castanhari, meu antigo chefe.
- Lucas! Não dá pra acreditar... Disse Walesca.
- É bom vê-los também...
- Como você se sente? Estou impressionado. Fiquei surpreso quando me contaram. Eu soube ontem.
- Eu... Estou... Bem. Me recuperando.
- Entendo. Só tenho uma coisa pra te dizer.
- O que?
- Você esta atrasado pro trabalho cinco anos. Disse ele rindo.
Pela primeira vez desde que acordei, eu ri, todos riram, até mesmo minha mãe, mas eu ainda me sentia vazio, faltava algo, eu sabia o que era, no dia seguinte, a campainha tocou, eu estava na sala assistindo tv, era incrível as coisas que passavam no noticiário, de fato cinco anos de historia haviam se passado, eu estava totalmente desatualizado, minha mãe foi abrir a porta, e meu coração gelou quando ouvi aquela voz.
- Bom dia. Eu soube que o Lucas acordou. Gostaria de vê-lo.
Era a voz dela, minhas pernas não me obedeceram, levantei cambaleando, quase que desmaiei, mas me mantive de pé, corri até a porta, quando vi aquele rosto meus olhos se encheram de lágrimas.
- Clara... É... Você.



7 comentários:

  1. muito lindo, aciosa pra saber que els vao terminar juntos rs

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  2. Ansiosa demais... Comecei ler a história ontem e estou viciada, amei.
    Espero que essa visita seja especial, que de alguma forma Clara saiba de tudo ..

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  3. poooxa, quero logo o proximo capitulo ;/

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